sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Tipos de Fisioterapia para o AVC

Exercícios para Reabilitação do AVC
Respiratória

A fisioterapia respiratória para pacientes de AVC tem como objetivo manter a função respiratória e prevenir complicações e a conduta varia de acordo com a fase em que o paciente se encontra.

Fase aguda em pacientes inconscientes

Na fase aguda o objetivo é prevenir retenção e acúmulo de secreções, atelectasias e broncopneumonias, utilizando manobras de higiene brônquica (percussão, vibração e reexpansão pulmonar), drenagem postural e aspiração traqueal.
Mudanças de decúbito são necessárias para prevenção de escaras e para prevenir contraturas articulares.

Fase aguda em pacientes conscientes

Os objetivos nessa fase são os mesmos da fase anterior: prevenir retenção e acúmulo de secreções, prevenir atelectasias e prevenir pneumonias.
As manobras de higiene brônquica (vibração, vibrocompressão, tapotagem, aceleração do fluxo expiratório) podem ser utilizadas, mas agora com o paciente consciente a retirada de secreções através da tosse espontânea pode ser realizada.
Exercícios ativos com o paciente sentado ou em pé fora do leito pode sem realizados para um melhor processo de reabilitação.
Exercícios respiratórios e com incentivadores podem ser utilizados para fortalecimento de músculos expiratórios.

Motora

A conduta na fisioterapia motora também varia de acordo com a fase do AVC em que o paciente se encontra:
Fase aguda em pacientes inconscientes
Os objetivos nessa fase são:
  • Manter ou ganhar amplitude de movimento
  • Prevenir e/ou tratar subluxação de ombro
  • Prevenir contraturas e deformidades
  • Prevenir úlceras de decúbito
  • Prevenir trombose venosa profunda
Para manter e ganhar a amplitude de movimento alongamentos e mobilizações passivas em todos os planos de movimentos são indicados.
As mobilizações passivas em membros inferiores e superiores também são indicadas para manutenção da força muscular e para prevenção de trombose venosa profunda.
Tipoias e órteses são indicadas para manter a articulação glenoumeral posicionada corretamente e tratar a subluxação de ombro.
Para prevenir as úlceras de decúbito, mudanças de decúbito devem ser realizadas a cada 2 horas.
Fase aguda em pacientes conscientes
Nessa fase os objetivos da fisioterapia são:
  • Manter ou ganhar amplitude de movimento
  • Prevenir e/ou tratar subluxação de ombro
  • Prevenir contraturas e deformidades
  • Prevenir dores articulares
  • Ganhar força muscular
  • Melhorar a propriocepção
  • Melhorar o equilíbrio
  • Normalizar o tônus muscular
Para ganhar amplitude de movimento, alongamentos em todos os planos de movimento devem ser realizados, sempre respeitando a dor e o limite de cada paciente.
Caso o paciente apresente a subluxação, exercícios de fortalecimento de músculos do manguito rotador e ombro no geral devem ser realizados. Mobilizações passivas, facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), estimulação elétrica neurofuncional (FES), Bobath e hidroterapia são excelentes recursos. As órteses e as bandagens elásticas podem ser utilizadas para auxiliar o correto posicionamento do ombro.
Mobilizações passivas de membros superiores e inferiores devem ser realizadas no lado acometido. Caso o paciente já apresente algum sinal de movimento, exercícios isométricos e ativos podem ser prescritos para o lado acometido.
Do lado sadio, exercícios ativos resistidos devem ser realizados para manutenção e ganho de força muscular.
Para estimular a propriocepção, técnicas de tapping de deslizamento com calor e frio, escovação, disco proprioceptivo, tábua basculante e exercícios táteis com diferentes texturas são indicados.
Para treino de equilíbrio, exercícios com descarga de peso e pontos chave.
Caso o paciente apresente dor, o ultrassom, TENS e infra-vermelho são boas opções para analgesia.

Fase tardia

Na fase tardia todos os objetivos e condutas da fase aguda se mantém.
E aumentam-se os objetivos abaixo:
  • Normalizar o tônus no hemicorpo acometido
  • Treinar atividades de vida diária (AVD’s)
  • Treinar marcha
  • Treinar memória cinestésica
  • Reaprendizado motor
Para controlar o tônus muscular, o uso do turbilhão com água aquecida é um excelente recurso. O calor afeta o tônus por meio da inibição da atividade tônica. A resposta ocorre logo após a imersão, facilitando a realização dos alongamentos.
Deve-se treinar as trocas posturais, sedestação, bipedestação, treino de auto cuidados e treinos para as AVD’s tradicionais na vida do paciente, preservando as limitações do membro acometido.
Para treinar a marcha são indicados exercícios nas barras paralelas, subidas e descidas de rampas e degraus.
Para treino de memória cinestésica, exercícios sincronizados para membros superiores, exercícios ativos ou ativos-assistidos com bastão, bola e na roldana.
E para estimular o reaprendizado motor, deve-se solicitar ao paciente que realize os exercícios mentalizando o movimento.
Órteses podem ser indicadas para prevenção de contraturas em membros superiores e para prevenção de contraturas e facilitação da marcha em membros inferiores.

Aquática

Pacientes com AVC possuem como sequelas lesões complexas, por isso a fisioterapia aquática oferece uma abordagem única e versátil para o tratamento dessas lesões e também de lesões secundárias.
Durante a terapia, o calor da água na piscina ajuda a aliviar a espasticidade, mesmo temporariamente. Porém, enquanto a espasticidade está diminuída, o fisioterapeuta pode realizar movimentos passivos com maiores amplitudes de movimento e menor desconforto para o paciente, possibilitando um maior ganho da amplitude articular.
Os movimentos passivos devem ser realizados de forma lenta e rítmica, começando pelo tronco e alterações distais. A maior dificuldade nesse caso é manter uma fixação estável para o paciente e terapeuta. Dependendo do caso, um segundo fisioterapeuta pode ser necessário para auxiliar a terapia.
Quando a força muscular está ausente, movimentos passivos podem ser utilizados para manter a amplitude das articulações. É importante tentar alcançar a amplitude de movimento completa, porém a dor do paciente deve ser respeitada e o alongamento deve ser realizado até o máximo que o paciente permitir.
Quando a força muscular começar a retornar os movimentos passivos devem ser substituídos por exercícios ativos.
Pacientes hemiplégicos geralmente têm prejuízo ou perda dos reflexos posturais. A redução da espasticidade e o aumento de força muscular na fisioterapia aquática melhoram os reflexos posturais do paciente.
O paciente deve ser sempre orientado a empregar os membros afetados precocemente em relação à sustentação e suporte de peso (quando possível) para diminuir a hiperatividade do lado sadio.
Por causa da boa sustentação que a água proporciona pelo princípio da flutuação, os pacientes são facilmente manipulados e observados pelo terapeuta que os acompanha. Isso permite que o paciente possa se mover de uma maneira mais independente com menos apoio do terapeuta, aumentando sua capacidade funcional.
As propriedades físicas da água favorecem a movimentação voluntária e adoção de diversas posturas, facilitando também a realização de alongamento muscular com alívio da dor.
A liberdade de movimento dentro da piscina proporciona ao paciente alegria e satisfação, já que dessa forma os pacientes são capazes de realizar atividades que não podem ser possíveis em terra, estimulando-os a continuar o tratamento.
A FISIOTERAPIA NA DOENÇA DE ALZHEIMER                                                   A Fisioterapia na Doença de Alzheimer através de exercícios específicos, pretende evitar ou diminuir complicações e deformidades, manter ou melhorar as amplitudes de movimento, melhorar o equilíbrio tentando prevenir a ocorrência de quedas dos idosos, prevenir os danos motores, melhorar a força muscular, treinar a realização de AVD’s tentando prolongar a independência do idoso e melhorar a sua qualidade de vida.

Na fase mais avançada da doença, quando o idoso passa a maior parte do tempo restrito ao leito, a fisioterapia é importante para minimizar as complicações da síndrome de imobilização, nomeadamente os encurtamentos musculares e a perda da força muscular, o aparecimento de úlceras de pressão (escaras), trombose, prisão de ventre e pneumonia, entre outros.

Também tem a função de evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular, evitar contraturas e encurtamento musculares (imobilização no leito), manter ou devolver a ADM funcional das articulações, manter as capacidades funcionais do paciente (sistema cardiorrespiratório), evitar ou diminuir complicações e deformidades, diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença,

Mantém a independência funcional nas atividades de vida diária. Trabalha os padrões de funcionamento do sistema respiratório (fala, respiração, expansão e mobilidade torácica), treino do padrão da marcha, orientação sobre as posturas corretas, incentiva e promove o funcionamento motor e mobilidade.

Realizar atividades em que se estimule o raciocínio do paciente, como atividades de escrever, decorar palavras, nomear objetos, que levam a um estímulo da memória. Exercícios para propriocepção e equilíbrio são fundamentais para a desenvoltura do paciente, como exercícios com bastões, bolas, descarga de peso gradual e andadores. Na Casa de Repouso Residencial em Família, oferecemos essas atividades, que são desenvolvidas por nossos profissionais, como fisioterapeuta, gerontologia e terapeuta ocupacional.

Andar de lado, ficar num pé só ,dançar; Treinar o escovar os dentes e pentear o cabelo, colocar uma bola de plástico em cima da cabeça e andar pela casa são alguns exemplos de exercícios simples para o Alzheimer, na Casa de Repouso em Família também temos o Educador Físico que faz esse trabalho junto aos idosos

O apoio da família do paciente é fundamental para que a pessoa tenha bons resultados no tratamento da doença. O tratamento fisioterapêutico ajuda a melhorar o desenvolvimento do idoso de acordo com suas limitações, tornando-o mais ativo com o objetivo de amenizar os sintomas. Apesar de ser um distúrbio do sistema nervoso central, degenerativo e irreversível que leva a piora de funções cognitivas e funcionais, os tratamentos fisioterápicos podem garantir uma melhoria na qualidade de vida.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O que faz um cuidador de idosos?
Um cuidador de idoso é extremamente importante para as famílias que necessitam de um cuidado especial com determinado indivíduo. Veja seus deveres!

Esse profissional tem a principal função de cuidar de um determinado idoso, dessa forma, ele deve atender as necessidades como: higiene, alimentação, remédios e etc.

Nos dias de hoje, a profissão de cuidador de idosos está crescendo muito, porque com a rotina corrida que muitas famílias levam por dia, muitos familiares não possuem tempo de cuidar de um idoso.

Por isso, o cuidador pode passar o dia todo com o paciente e até dormir na casa da família; tudo depende do acordo que for feito com os parentes. O cuidador deve dar banho, trocar fralda, se necessário, trocar a roupa, ajudar na hora de tomar os remédios e outros afazeres que devem ser determinados pela família.

Como se profissionalizar em cuidador de idoso
Se você gosta de cuidar de idoso, você pode procurar por uma família que necessita do trabalho e mostrar as suas qualidades para cuidar do idoso. Para exercer essa profissão é fundamental que a pessoa tenha alguns requisitos, como: paciência, calma e agilidade, já que cuidar de idoso muitas vezes pode não ser uma tarefa muito fácil.

Afinal, muitas vezes você vai precisar dar banho, cuidar da higiene íntima na hora de ir ao banheiro e muito mais. E algumas pessoas não tem a tranquilidade e paciência de fazer este serviço, contudo deve ser algo muito bem pensado.

Notícias que assustam muito na mídia são aquelas que retratam a triste realidade de cuidadores que espancam pessoas idosas. Por isso, esta profissão somente serve para pessoas que realmente vão ter a paciência e tranquilidade para lidar com uma pessoa que precisa de atenção e demais cuidados 24 horas.